sexta-feira, 27 de janeiro de 2012

Fanfic - Soulmate capítulo 1

Capítulo 1 - Perigo

Bella POV

Eu estava voltando para casa depois de um dia quase interminável na empresa, quando eu sinto um fedor horrível de alguma coisa queimando e vindo uma fumaça do capô do carro. Logo eu parei o carro perto de uma loja bem conhecida minha e da Alice. Desci do carro pra ver o que estava acontecendo. Quando abro o capô veio aquele bafo quente e fedorento e preto na minha cara. Argh!
Alguma coisa está errada. Deve ser só a água que faltou.
Queria eu que fosse isso. Quando eu vasculhei mais a área - fingindo entender de alguma coisa- vi que estava enganada. Uma mangueira que tinha se rompido e estava derramando um monte de óleo. Isso não é um bom sinal. Eu lembro uma vez que meu pai disse que quando uma mangueira do carro dele rompeu e ele teve que mandar um guincho ir pegar o carro dele pra levar mecânico e de lá mandar buscar outra mangueira na fábrica!
Então, isso quer dizer que o meu carro não pode mais se movimentar! Que porra! Mas se eu for ligar pro reboque vai demorar muito e tudo que eu mais quero agora é tomar um banho de sais na minha banheira e ir dormir, apesar de ser cedo, eu já estou morta de cansada.
E ainda tem a Alice...
Eu tenho que chegar logo em casa ou a Alice me mata. Ela odeia ficar em casa a noite sozinha e nossos pais vão chegar um pouco mais tarde hoje. Minha mãe –Renée- disse que teria um parto de gêmeos nessa noite, e que a mãe estava com a preção alta ela tinha que ficar lá mais um tempo pra ficar olhando a paciente; ela obstetra. Meu pai –Charlie- disse que iria ficar até tarde para dar continuidade a uma reunião que eles começaram no Fórum mais cedo e que infelizmente teve que ser estendida; ele tem uma empresa de advocacia no centro da cidade.
Ótimo. E já esta escurecendo. Agora eu vou ter que deixar o carro em uma rua.
20:30! Eu acho que vou pegar um atalho pra chegar logo em casa...

Avisto de longe uma rua que eu costumava passar pra cortar caminho pra chegar logo em casa. Isso era quando eu dizia à minha mãe que ia pra casa de uma colega fazer trabalho e na verdade era tudo mentira. Aí eu cortava caminho porque eu passava da hora combinada pra chegar em casa.
Nossa! Essa rua tá muito escura! Mas eu vou passar por ela mesmo assim. Já que não tem ninguém...
Parece que no escuro essa rua fica mais comprida ou sei lá!
Quando eu penso que a rua já esta acabando ainda tem mais um bequinho pra passar. Ainda bem eu já to vendo o final... Ou não, ops! Merda! Porque esses homens resolveram passar logo por aqui? Los Angeles tem tantos lugares pra andar e eles vem logo por aqui. E, é o que eu penso de mim também.
Bella, você é uma burra! Garota, será que você não percebe que ninguém anda mais em Los Angeles a pé de noite, não? Mas tinha um problema: eu estava sem dinheiro e celular porque eu esqueci –para piorar as coisas- minha bolsa na empresa. HOJE É O MEU DIA!
Vamos lá, você consegue. Respira fundo e mantém a acalma. Só mais um pouquinho e essa agonia toda acaba... Agora é passar por eles meio que de cabeça baixa e fingir que não tem ninguém nessa “rua”, só eu.

Pelo menos é isso que eu espero. Mas eu vi que as coisas não iam acontecer como eu esperava. No início eu pensei que eles fossem passar direto, mas depois eu vi que as coisas não iam ser desse jeito. Logo quando eu passei pelos homens - uns 3 – ele foram logo me cercando. Eu não olhava para a cara deles. Quando eu percebi, já não tinha mais como voltar. Eu estava cercada. Um ficou de frente pra mim, me impedindo de continuar para onde eu estava seguindo. O outro ficou na minha esquerda e já o terceiro, na minha direita. Eu ainda tentei andar, mas eles não se mexeram do lugar impedindo que eu desse mais uns passos.
–E aê gatinha...? – um deles falou comigo e eu ainda continuei de cabeça baixa.
sozinha? A gente pode te fazer companhia. – Falou o mais baixo, porém, forte.
– N-Não, eu não estou sozinha. –Droga! Porque quando eu minto gaguejo?- Meu pai está do outro lado da rua me esperando. Eu... Er... fui pegar uma coisa q-que ele me pediu. – Minha voz saiu trêmula demais e eu acho que eles perceberam que eu estava mentindo.
– Ei, não mente pra gente não! A gente acabou de vir de lá e não tinha ninguém lá, não.
Oh Meu Deus! Ele disse que não tem ninguém lá. Pronto agora nem adianta gritar.
–Hum... será que ela vai dar conta do recado Jake?
– Me deixem ir... – Nessa hora eu não sei de onde eu tirei forças para falar. Na verdade, eu nem sabia como eu ainda estava de pé. – Eu prometo que não conto nada para ninguém. Nem pra minha família. Eu... por favor! – Eu já chorava.
–Own, que bonitinho. A princesinha tá chorando.
– Vamos dar uma voltinha?
– Não! Eu só quero ir para casa!
– Eu acho que isso não vai ser possível agora, não. – Esse tal de Jake falou. – Jared e Quil, peguem a garota.
– Por favor... E-Eu dou tudo que eu tenho aqui comigo: Meu dinheiro, minhas jóias... O meu carro! Eu dou a chave do meu carro, mas por favor, me deixem ir...
– Vem gatinha. A gente promete que não deixar um estrago muito grande em você não. - Ele foi logo falando e me pegando pelos braços. Ele apertava muito. Com certeza logo, logo iria ficar roxo.
– Não, eu não quero ir.
– Aqui não tem que querer não. Quem manda aqui é a gente!
Nesse momento, dois deles me pegaram cada um em um dos meus braços, me levando dali. Eles seguiram pra uma parte mais escura rua. Onde ninguém – definitivamente- poderia escutar nada. Eles me colocaram em um colchão – que pelo que eu percebi, eles já tinham levado outras pessoas lá porque estava com umas peças íntimas lá e indícios dos seus atos- e começaram a retirar as roupas. Primeiro, as blusas. Depois pegaram garrafas de vodka, e começaram a beber. Em seguida me amordaçaram, abafando os meus gritos, mas mesmo assim e não deixei de gritar.
Já dava para ver que eles já estavam bêbados.
Quando eles começaram a tirar, ou melhor, arrancar a minha blusa, eu já estava sem forças para nada. Dois deles já estavam apenas de roupa íntima, e o outro eu acho, que iria ficar de olho se vinha alguém ou não, mas com certeza ele iria se aproveitar também. Só me lembro que quando um deles ia me beijar –com certeza se aproveitando da situação que eu já estava quase inconsciente-, eu escutei outra pessoa se aproximando e depois barulhos, que eram com certeza, de alguém caindo no chão, e um homem chamando o meu nome.
–Isabella?!
Depois eu não lembrei mais de nada.
E apaguei.

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